A alma de um sofá: por dentro da HaFatto

As boas práticas de fabricação adotadas ao longo de todo o processo garantem que cada peça que leva a assinatura da HaFatto seja única. A marca é pioneira no Brasil em aplicar à produção industrial os cuidados e conceitos de uma produção artesanal, típica de atelier. Assim, feitas uma a uma, o cuidado extremo por fora e por dentro assegura uma sofá totalmente exclusivo. 

A atenção começa já na concepção estrutural do estofado. Toda a madeira utilizada é de eucalipto, seca em estufa até atingir 20% de umidade. Resistente e flexível, essa madeira de reflorestamento é ideal para dar vigor e resistência, aliando sustentabilidade pelo manejo florestal. O processo de secagem garante que ela não dilate ou contraia, bem como afasta o mofo. 

O perfil onde é fixada a estrutura do molejo ganha corte em 45º, reforçando a resistência contra quebra. Quando sentamos, esta é a parte do estofado que traciona e suporta a pressão, por isso o foco em revisar a engenharia da peça e torná-la ainda mais forte prolonga sua vida útil. Ainda na estrutura de madeira, cantoneiras com cola  garantem mais resistência à tensão e fricção do uso. Todas as junções de madeira são grampeadas e coladas, criando uma espécie de solda. Isso agrega firmeza extra, não deixando que aconteçam rangidos ou quebras.

No sistema de molejo, a inteligente união de percintas italianas, molas bonel, feltro betumado, espumas de alta densidade e manta siliconada evita a deformação e aumenta significativamente a durabilidade e conforto no longo prazo. Uma máquina minuciosamente calibrada estica cada uma das percintas em tensão idêntica, permitindo sempre o mesmo efeito de toque do assento. 

A espuma flexível de poliuretano de alta densidade, aplicada em todos os sofás da Ha.Fatto, tem em média 20% de ganho na maciez. Ela possui células abertas permeáveis ao ar e reversíveis à deformação. Isso significa que o típico desgaste no assento não aparece nestes produtos. À primeira vista eles podem parecer levemente mais rígidos que o normal, mas em poucas semanas de uso a fibra da espuma trabalha e atinge todo o seu conforto. Uma calandra por onde a espuma passa antes de ganhar os contornos finais acelera o processo de maciez.

A classificação da espuma orienta sua rigidez, resiliência e densidade, sendo esta última a mais popular. Todas dizem respeito ao peso que o produto resiste e à sua capacidade de retornar à forma original sem fragilizar-se, suportando à pressão do uso. Cada pequena célula é responsável por este efeito e quando o conjunto delas tem suas ligações rompidas, a espuma perde seu suporte e afunda. Por isso, apenas fornecedores certificados de longa data compartilham suas matérias primas na composição dos estofados. 

Ainda sobre a espuma, é importante diferenciar dois de seus principais atributos: maciez e suporte. Maciez diz respeito à resistência das células, permitindo alta deformação e o retorno integral ao seu estado original após o uso. É isso que, normalmente, entendemos por conforto. O suporte está ligado à resiliência, a propriedade de suportar o peso não deixando a espuma ir até o final de seu curso. Na prática, isso impede de sentir a estrutra inferior do molejo no assento ou de observar a deformação com o passar do tempo. 

Uma analogia para entender o comportamento da espuma é o típico lado favorito de um sofá na sala de televisão: a perda de rigidez observada no médio prazo não é ganho de maciez, é perda de suporte. A maciez diz respeito a uma configuração de fábrica na escolha da espuma e atinge seu ápice em algumas semanas de uso. Tudo que é posterior a isso está ligado à perda de sustentação e é um efeito negativo da qualidade da espuma. 

Em contato com o oxigênio, a espuma passa por um processo de oxidação que pode amarelar o tecido da forração. O uso de uma manta acrílica no revestimento de toda a estrutura evita que o tecido fique manchado.

Na etapa de revestimento, o sistema de talhação para corte dos tecidos equilibra a oferta artesanal ao processo industrial. Mesmo fabricando sob medida, a HaFatto foca na sistemática produtiva, possibilitando alterar medidas sem perder a forma original de conforto, proporção e estética.

O processo de costura e acabamento é determinante para a qualidade visual da peça, dando forma às linhas do design. É um trabalho que exige atenção e entendimento complexos, por isso os profissionais envolvidos são constantemente requalificados em cursos ou exposições. As dezenas de acabamentos disponíveis são selecionados a partir de fornecedores de fibras naturais e sintéticas com qualificada reputação e exclusividade de mercado. Todo o catálogo é planejado em medidas ergonométricas que asseguram o conforto. Estas importantes características são preservadas nas adaptações ou personalizações.

Finalmente, uma criteriosa revisão confere cada aspecto estrutural e de revestimento para aprovar a finalização da peça e, só então, ele é encaminhado endereçado ao ambiente para o qual foi projetado.