MARCOS DE SERTÂNIA

De uma família de agricultores e artesãos de Sertânia, sertão pernambucano, Marcos Paulo Lau da Costa pertence a uma nova geração de mestres da arte popular brasileira que inova pela linguagem e estilo próprio. Com um trabalho marcado pela dramaticidade, Marcos expõe, através da madeira, a angústia provocada pela seca nos corpos de personagens magros, descarnados, pronunciando o sofrimento e a desolação do sertão. Figuras esqueléticas carregadas de melancolia. Cenas que ele próprio viveu no sertão. Sua peça mais emblemática remete a criação de outro gênio, Graciliano Ramos na célebre obra ”Vidas Secas”. A cadela de nome Baleia. Marcos aproximou-se da arte aos 12 anos, através da investigação curiosa das ferramentas, já que ninguém tinha tempo de ensinar. Tentava reproduzir o que os mais velhos faziam, porem tudo saía mais “acumpridado”. E ouvia deles que estava errado. Mas gostava da desproporcionalidade e seguiu apropriando-se de sua identidade. Nunca mais parou.

Suas peças estão em coleções do Brasil e exterior e já foram comparadas a Portinari e ao artista plástico e escultor italiano Amedeo Modigliani. Foi reconhecido, em 2011, mestre artesão e cria hoje oportunidade de trabalho e renda para dez pessoas próximas e cerca de cinco artesãos independentes no sertão de Sertânia. Lá mesmo onde Marcos encontra a matéria-prima “imaterial” que nutre sua arte e inunda de abundância fértil e criativa um território ora conhecido apenas pela seca e escassez.

 

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